Psicologia Financeira: Nova Série Kaizen365
Existe um exemplo perfeito de psicologia financeira em ação. Em 2014, um funcionário de posto de gasolina morreu em Vermont, nos Estados Unidos. Ele deixou mais de 8 milhões de dólares investidos. Jamais ganhou na loteria. Nunca herdou fortuna. Nunca teve salário alto.
Por outro lado, executivos de Harvard, com salários altos, já faliram. A princípio, eles tomaram decisões “certas no papel”. Contudo, a diferença entre os dois não foi conhecimento técnico. Foi comportamento. Essa é a ideia central de A Psicologia do Dinheiro, de Morgan Housel.
Acima de tudo, é um dos livros mais vendidos sobre finanças da última década. Por isso, ele se conecta bem com dois pilares que você já conhece aqui no Kaizen365: Kaizen (melhoria contínua, 1% por vez) e Hábitos Atômicos (mudança de identidade com repetição mínima).
Porque Psicologia Financeira, e Não Só “Educação Financeira”
Primordialmente, a maioria dos textos sobre dinheiro fala de planilha, taxa de juros, ativo e passivo. Porém, Housel pensa diferente. Antes de tudo, para ele, grandes decisões financeiras raramente acontecem diante de uma calculadora. Em outras palavras, elas acontecem em jantares de família. Acontecem em momentos de medo. Acontecem em comparações silenciosas com o vizinho.
Logo, entender psicologia financeira, portanto, é entender que dinheiro é, antes de tudo, comportamento. Porém, comportamento não muda da noite para o dia, antes de tudo, muda 1% de cada vez, como qualquer hábito novo.
Então, nesse ponto, Kaizen e Hábitos Atômicos entram como ferramenta prática. À primeira, vista, o livro de Housel é, sem usar esse nome, um manual de melhoria contínua aplicado a dinheiro. De antemão, veja três exemplos simples:
- Você constrói riqueza invisível guardando 1% por vez. Não precisa de golpes de sorte.
- Juros compostos pedem paciência repetida. Não pedem um golpe de gênio.
- Você mantém um bom comportamento financeiro com identidade forte. Não precisa só de força de vontade.
Como a Série de Psicologia Financeira Vai Funcionar
Primordialmente, o Kaizen365 vai publicar 13 Leis da Psicologia Financeira, uma por artigo. Assim, seguimos o mesmo ritmo da série anterior sobre O Homem Mais Rico da Babilônia. Nesse sentido, cada post segue quatro passos fixos:
- 1. A história real que Housel usa para explicar a lei. Constantemente, são casos de gente que enriqueceu ou quebrou, quase sempre por motivo comportamental.
- 2. Simultaneamente, o hábito atômico, ou seja, o menor passo possível para aplicar aquela lei hoje mesmo.
- 3. Em seguida, o ciclo Kaizen (PDCA), que revisa esse comportamento toda semana, todo mês ou todo trimestre.
- 4. Finalmente, um desafio de ação no fim de cada texto, para você aplicar antes do próximo post.
Em suma, a ideia não é ler as 13 leis de uma vez. É aplicar uma de cada vez, no ritmo de 1% ao dia. Essa é a mesma lógica do Kaizen e do próprio livro de Housel.
As 13 Leis da Psicologia Financeira em Visão Geral
A Base da Psicologia Financeira
- 1 — Ninguém é Louco. Antes de tudo, cada pessoa decide sobre dinheiro dentro da própria história de vida. O que parece “loucura” de fora, faz sentido por dentro.
- 2 — Sorte e Risco Andam Juntos. Primordialmente, sucesso financeiro tem mais sorte do que se admite. Da mesma forma, fracasso tem mais risco do que se culpa.
- 3 — Nunca é Suficiente. Similarmente, ganância sem limite destrói o que já foi construído. Acima de tudo, definir seu “suficiente” evita que a meta fuja pra sempre mais longe.
- 4 — Juros Compostos São Contra-Intuitivos. Do mesmo moo, riqueza de longo prazo vem de paciência repetida, não de retorno espetacular. O tempo é o motor real.
- 5 — Ficar Rico vs. Continuar Rico. Definitivamente, construir dinheiro e manter dinheiro pedem coisas opostas: ousadia para crescer, cautela para não perder.
Comportamento Diante do Dinheiro
- 6 — A Lei da Cauda Longa. Conforme Housel, poucas decisões explicam a maior parte do resultado financeiro de uma vida. Antes de tudo, vale mais achar essas decisões do que ajustar todo o resto.
- 7 — Liberdade é o Maior Retorno do Dinheiro. Frequentemente, o melhor retorno do dinheiro não é status. Então, é controle sobre seu tempo e suas próprias escolhas.
- 8 — O Paradoxo do Homem no Carro. Por vezes, gastar pra impressionar é ilusão. As pessoas raramente reparam em quem gasta, só no objeto.
- 9 — Riqueza é o Que Você Não Vê. Riqueza real são os ativos guardados, não os bens exibidos. Quem parece rico às vezes só gasta bem.
Psicologia Financeira no Longo Prazo
- 10 — Poupar Não Depende de Renda Alta. De maneira idêntica, poupar tem mais a ver com comportamento e ego sob controle do que com o tamanho do salário.
- 11 — Razoável Vale Mais que Racional. Sob o mesmo ponto de vista, estratégias que você aguenta seguir por anos vencem as “perfeitas” no papel que ninguém consegue manter.
- 12 — Guarde uma Margem de Erro. Planejar só para o cenário ideal é um erro. Planejar com folga garante sua sobrevivência quando a realidade muda.
- 13 — Você Vai Mudar. A pessoa que fez o plano financeiro há dez anos não é mais a de hoje. Por isso, um bom plano se ajusta com você.
CTA: O Convite Kaizen
Você não precisa entender tudo sobre psicologia financeira antes de agir. Precisa só do primeiro 1%.
Desafio de hoje: desta forma, antes da Lei 1, responda para você mesmo, sem pressa: “O que dinheiro representa pra mim, além de número na conta?” Guarde essa resposta. Ela vai guiar toda a série.
No próximo post, começamos com a Lei 1 — Ninguém é Louco. Conforme esta lei, você vai entender por que copiar a estratégia financeira de outra pessoa quase sempre dá errado.
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